|
Aluísio Madruga de Moura e Souza é desses homens
comprometidos com a verdade dos fatos e que dela fazem o farol de suas
vidas.
Autor de “Guerrilha
do Araguaia – Revanchismo: A Grande Verdade”,
pelo que sei, foi o primeiro brasileiro a expor-se como
antiguerrilheiro do Araguaia, desafiando a ditadura que a
mídia, infestada pelo esquerdismo, impõe ao
país, determinando, numa censura cruel, tudo o que se
lê e se ouve acerca do que ela, cinicamente, rotula de
“anos de chumbo”. Sim, foram anos do chumbo
disparados de armas empunhadas por terroristas e assassinos, que agora
posam de perseguidos por um “Estado ditatorial”.
Pergunto aos brasileiros simples - os reais trabalhadores daquela
época - no quê os militares os prejudicaram e
somente ouço que aqueles tempos eram pródigos e
felizes, malgrado o terrorismo que sangrava a
Nação.
Lembro-me de como manifestei a minha preocupação
quando Madruga se dispôs a publicar o seu primeiro livro.
Disse-lhe que o Partido dos Trabalhadores estava prestes a vencer a
eleição presidencial e que não
sabíamos dos destinos do país nas mãos
da esquerda, vencida em tempos recentes e ressentida por isso. Eu cria
que dias de forte revanchismo estavam por vir e temia que meu amigo
fosse vítima de vinditas. Afinal, ele teve a coragem de
dizer “eu estive lá”, sem candidatar-se,
por não querer e nem poder, a
indenizações e prêmios que
só privilegiam os vencidos.
Agora, Madruga publica o seu segundo livro, “Documentário
– Desfazendo Mitos da Luta Armada”, no
qual pretende resgatar a verdade histórica, felizmente hoje
acompanhado de outros autores de coragem, que desmistificam as mentiras
embotadoras da consciência dos homens-de-bem deste
país, particularmente os jovens, estes, sempre, as maiores
vítimas da sanha esquerdista.
Madruga expõe, em sua nova obra, sem rebuscamentos,
consoante o seu modo de ser, o perfilar dos caminhos e descaminhos da
esquerda brasileira, para a conquista do poder.
Desfaz mitos da luta armada, enfocando a crueza da violência
revolucionária, mostrando a realidade de que, parece, o
brasileiro não se apercebe, entorpecido pelas sereias que
cantam aos seus ouvidos. Sereias que se travestem até de
sapos barbudos - muito falantes e donos de excepcional poder de
prestidigitação -, que empolgam os menos
favorecidos, por dar-lhes o peixe, sem ensiná-los a pescar.
O “Documentário – Desfazendo Mitos da
Luta Armada” apóia-se em vários
testemunhos e transcrições - por isso tal
título -, o que lhe dá autenticidade, sem
torná-lo mero perfilar de opiniões do autor.
Até nisso Madruga mostrou-se honesto.
A obra, também, tem a coragem de desmoralizar
pseudo-escritores, alguns velhos conhecidos da mídia
comprometida, que, sem nenhum cuidado e desonestamente, escrevem
asneiras. São os áulicos da permissividade, o que
lhes dá, pensam eles, autoridade para mentir e justificar o
tinto de sangue que manchou a Pátria, nessa luta
inglória, chamada, por eles “combate à
ditadura”.
Madruga foi mais além, e lembra ao leitor fatos marcantes na
História do País, embasando, sejam as origens,
sejam as conseqüências desse processo que nos
enlutou e que, até agora, preocupa-nos, pela perspectiva de
voltarem a acontecer.
Vem aí nova eleição. Lula se projeta
como vencedor, como se vê nas pesquisas de agosto de 2006,
ainda no primeiro turno.
Coisa de um Brasil amnésico, dependente de
vale-família, vale-fome, vale esquecimento da sem-vergonhice
e de vale-compra-de-consciência pelos fariseus que
estão no poder.
É assim que o Brasil, mais uma vez, está sendo
enganado.
Coisa de comunistas.
Madruga contrapõe-se a isso.
Paulo Carvalho
Espíndola, Cel Reformado do Exército Brasileiro.
ISBN: 85-902943-2-3
TÍTULO:
DOCUMENTÁRIO DESFAZENDO MITOS DA LUTA ARMADA
AUTOR:
SOUZA, ALUISIO MADRUGA DE MOURA E
EDITORA:
ALUISIO MADRUGA DE MOURA E SOUZA
PÁGINAS: 492
|