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Guerrilha do Araguaia - Relato de um combatente
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Guerrilha do Araguaia - Relato de um combatente
[Edição REVIS]
R$35,00

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PREFÁCIO - Jarbas Gonçalves Passarinho*

Conheço o Tenente Coronel Licio desde que ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras em março de 1950. No ano seguinte, recebi os cadetes da nova Turma do Curso de Artilharia, dentre eles o Cadete Licio, com quem convivi, ele como aluno e eu como instrutor, até a declaração de Aspirante a Oficial em Novembro de 1952, Turma Barão do Rio Branco.

Cadete sério, sociável, de conduta exemplar, compenetrado, bom aluno, de elevado espírito militar, cumpridor de suas atribuições e muito disciplinado, ao final do Curso assinou o Livro de Honra "Estímulo ao Exemplo" da Academia ao ser declarado Aspirante a Oficial. Fui reencontrá-lo muitos anos depois em Brasília, após deflagrada a Contra-Revolução de 31 de março de 1964.

Em 1972, tive a grata notícia que ele fora agraciado com a Medalha do Pacificador com Palma, como uma homenagem especial do Exército, por haver se distinguido no cumprimento do dever, por atos pessoais de abnegação, coragem e bravura, pelo General Orlando Geisel, Ministro do Exército.

O Presidente João Figueiredo comentou um incidente no Araguaia em que um major do Exército, que tentava socorrer uma guerrilheira, foi atingido traiçoeiramente por ela no rosto. Não sabia, porém, de quem se tratava. Detalhes desse incidente me foram sendo revelados aos poucos e fiz referências a ele em diversas entrevistas e palestras que concedi a jornais, revistas e, em seguida, à televisão, sem saber o nome do protagonista.

Um jornalista que escreveu uma série de livros sobre a época dos governos militares, referindo-se ao caso, revelou o nome do major. Era o meu Cadete Licio.

Em 2004, li um relatório que ele inseriu na Internet destinado aos seus companheiros de Turma da AMAN, sobre o incidente. Agora, após mais de 34 anos do ocorrido, ele mesmo descreve em detalhe o impressionante combate com os guerrilheiros do grupamento A, quando foi atingido por um tiro no rosto, em plena selva. Ao não obedecer à voz de prisão, a guerrilheira "Sônia" poderia ter sido morta imediatamente, mas foi poupada. Mesmo quando atirou, o Major Licio o fez baixo, acertando-lhe uma das pernas, derrubando-a. Em seguida, os demais elementos da equipe anularam a ação da guerrilheira e rechaçaram os seus companheiros, passando a prestar socorro ao comandante ferido, transportando-o numa rede durante uma noite inteira pela mata até o ponto combinado, via rádio, onde estaria esperando uma ambulância, o primeiro socorro médico.

O próprio título do livro sugere ser o assunto violento. É o testemunho de um guerreiro, descrições sem rebuscada escrita, simples e com grande poder de síntese, detalhes de combates confirmados por livros e relatórios já editados, inclusive aqueles escritos pelos próprios comunistas.

As declarações dos poucos militares que se dispõem a falar sobre o assunto são sempre desvirtuadas, distorcidas, quando não abafadas, maldosamente pela mídia, numa demonstração plena de puro revanchismo, fanático e imbecil.

Os militares sabem muito bem das motivações espúrias por trás dessas ações atuais dos comunistas. Além de servir para desviar o foco das atenções sobre as falcatruas dos governistas, que ressurgiu com a aceitação da denúncia pelo Superior Tribunal de Justiça, visa abrir caminho para a revisão unilateral da Lei de Anistia, para garantir o êxito da revanche sórdida.

Assim, estamos vendo que, passados mais de 20 anos, não consolidaram a reconciliação da família brasileira, objetivo sincero da Lei da Anistia, que acabou sendo unilateral. Em tudo é assimétrica, a ponto de, para os vencedores, só caberem os efeitos perversos do revanchismo. Estranho revanchismo, aliás, porque os comunistas e esquerdistas em geral são senhores de um poder que não conquistaram, como queriam, pelas armas. O paradoxo está em que os vencedores da mais recente tentativa comunista de conquistar o Brasil pagam hoje o absurdo preço por terem impedido que o Brasil se transformasse numa imensa Cuba, terra sem liberdade.

Dizem, maliciosamente, que é mero pretexto a alegada ameaça comunista. Não o diz Carlos Prestes, nos livros que ditou, em que ressalta sua aliança com Jango, de quem diz que "já compreendia o papel da União Soviética" na Guerra Fria, que dividia o mundo entre democratas e comunistas. Confirmam-no as guerrilhas, todas de facções comunistas. Fidel, o ditador mais velho do mundo, foi cabeça de ponte da revolução comunista na América do Sul. Em Cuba e na China de Mao Tse Tung, os brasileiros comunistas foram treinados para a guerrilha, ainda no governo Jango.

O culto dos vencidos é o mais amplo possível, na esfera mesma da luta armada que desencadearam. Oficiais brilhantes, que eram adidos militares na Inglaterra e no Uruguai, prováveis generais em breve, tiveram sua carreira encerrada sob acusações falaciosas, enquanto um desertor e assassino recebe o prêmio inédito de promoção de capitão guerrilheiro da Vanguarda Popular Revolucionária, a coronel post mortem, com vencimentos de general devidos à viúva que receberá ainda mais uma fortuna de indenização, "por perseguição política". Ora, essa família foi mandada pelo desertor para Cuba e lá hospedada enquanto o capitão Lamarca matava inocentes e indefesos brasileiros civis. É a isso que os atuais donos do poder e seus asseclas chamam de democracia.

Aos "democratas" que me dizem defensor da tortura, sórdida mentira, pergunto: durante seu adestramento visitaram os presos que apodreciam de torturas nos cárceres de Cuba, na tristemente famosa cadeia de La Cabaña? Batem palmas ao assassínio recente dos três cubanos que tentavam sair do "paraíso comunista" num barco em fuga, para juntarem-se aos milhões de exilados em Miami, de onde enviam 2 bilhões de dólares por mês para a pobre Cuba, de partido único, do único jornal e das rádios e TV do ditador? Que democracia é essa, pela qual morreram e mataram? E os que foram aprender na China de Mao Tse Tung não sabiam das torturas em massa da Revolução Cultural?

Defendendo a democracia dos comunistas armados tivemos de viver o dilema de Loewenstein: "Se o Estado constitucional, confrontado com a ameaça totalitária, usa fogo contra fogo e nega aos agressores totalitários o uso das liberdades democráticas para evitar a destruição total da liberdade, faltará à garantia das liberdades fundamentais, mas se as mantém, beneficia seus agressores e põe em risco a sua própria sobrevivência". O notável intelectual marxista Antonio Cândido, o grande líder Gregório Bezerra, o genial arquiteto Oscar Niemeyer e o piedoso Frei Betto disseram o mesmo, se necessário à vitória do socialismo.

Respondemos fogo contra fogo, mas a história ensina que o regime autoritário tende a restaurar a democracia, ao passo que o totalitário tudo fará para manter-se cada vez mais tirânico.

Em 1978 foram extintas todas as medidas não democráticas, por emenda constitucional, no Governo do General Ernesto Geisel. O nazismo e o fascismo, a guerra externa os venceu. O comunismo entrou em colapso depois de 74 anos, e um saldo de milhões de mortos.

Os fariseus hipócritas quiseram pela terceira vez implantar no Brasil a ditadura do proletariado aprendida em Marx. Odientos, apunhalaram meu irmão mais velho, que os combateu. A lei que defendi na tribuna impede-me o rancor, mas vestidos de professores de democracia causam-me náuseas e não contenho a exclamação: democratas, uma ova! Aprendizes de ditadores, sim.

Um petista, ministro do atual governo, respondeu recentemente, ao ser questionado por um jornalista, que não considera crimes os assassinatos dos militares de órgãos de segurança pelos companheiros de luta. Portanto, isto já define a linha adotada pelo atual governo, uma verdadeira aberração explícita.

Desse modo, por essa brilhante interpretação de leis que faria ruborizar o grande Ruy, se vivo, aquele soldado da polícia militar do RGS, degolado por um integrante do MST foi apenas um incidente irrelevante.

A invasão do Congresso pelo MLST, com graves agressões e subseqüente quebra-quebra, não passou apenas de uma brincadeira de pequeno prejuízo. O mensalão não existiu. Não assassinaram o prefeito Celso Daniel e as principais 8 testemunhas. O dinheiro dos aloprados não existiu, Dirceu e Genoíno são inocentes, Valdomiro não recebeu aquele calhamaço de dinheiro. Roberto Jefferson delirou na denúncia que fez no Congresso. O padre que foi fotografado nu num motel era, na realidade, o Herzog, os nossos mortos, centenas, não existiram, e assim sucessivamente em milhares de casos vergonhosos.

A mentira é a inspiração máxima de um gramscista, segundo ele mesmo declarou, baseado no decálogo de Lênin. O assassinato do Soldado Mário Kozel Filho, explodido quando de sentinela ao QG do II Ex, não é considerado crime. O atentado no Aeroporto dos Guararapes, no Recife, não teve importância, foi apenas uma brincadeirinha que resultou na morte de um jornalista, de um almirante e deixando centenas de feridos e mutilados. O Tenente Alberto Mendes Júnior, trucidado pelo bando do Lamarca, apenas um desatino dos valentes pobrezinhos perseguidos. O Cabo Odílio Cruz Rosa, quando tomava banho num córrego afluente do Araguaia, foi morto covardemente pelo Osvaldão e seu bando, do qual pertencera José Genoíno, coisa de jovens.

O jovem João Pereira, de apenas 17 anos de idade, que acompanhou a primeira equipe a entrar nas matas do Araguaia apenas durante uma manhã, foi esquartejado na frente da família pelos componentes do mesmo grupo. Ângelo Arroyo declarou em seu relatório que "foi um justiçamento para servir de exemplo à população".

Os dólares na cueca foram "plantados" pela oposição, da mesma forma que aquela montanha de dinheiro do dossiê foi apenas um devaneio dos "aloprados".

Aí reside, justamente, a causa de tanta violência em que vivemos atualmente, agora sendo revelada, de maneira cabal e insofismável, a sua origem. A interpretação da lei por quem se considera Juiz redunda sempre nisso.

Os militares vêm sendo insistentemente agredidos. Primeiro foram denominados de bando, agora de indivíduos. É o revanchismo no mais alto escalão do governo. Até quando?

A História do Araguaia será escrita por historiadores confiáveis, seguramente de formação e reputação ilibadas, no tempo correto da historiografia. Não adianta os comunistas quererem inventar uma versão mentirosa e empurrá-la goela abaixo do brasileiro, que pode ser tudo menos imbecil.

Jamais poderemos esquecer os atos criminosos cometidos por comunistas assassinos, assaltantes de bancos, terroristas, como Lamarca, Marighela, Apolônio de Carvalho, Gregório Bezerra, Prestes e tantos outros. Aceitá-los ou justificá-los, é desrespeitar a lei, subverter a ordem das coisas, corromper os costumes.

A Ordem de Operações da campanha de contra-guerrilha foi dada para ter início em 07/10/1973. Logo em seguida, no dia 13 do mesmo mês, o grupo militar da guerrilha, comandado por André Grabois, foi derrotado, após ter realizado um audacioso assalto ao quartel da PM de São Domingos, à margem da Transamazônica.

No combate com o grupamento A, no dia 24/10/73, eles cantaram vitória: "mataram" um major e feriram um capitão e só tiveram uma baixa. O restante do grupamento nada sofreu. No combate do dia 25/12/73, o combate decisivo, quando o comandante da guerrilha, Maurício Grabois, foi morto, praticamente estava terminada a guerrilha. Bastaram, portanto, dois meses e alguns dias para neutralizar definitivamente o movimento de guerrilheiros muito bem escondidos numa vasta área das selvas do Pará, após insistentes mensagens para que desistissem do tresloucado intento. Não atenderam. Julgavam-se muito bem preparados na Rússia, na China e em Cuba. Tiveram o fim que escolheram. Por que reclamam?

Querem fazer memória? Têm que revelar os fatos verdadeiros ocorridos. Não adianta distorcê-los, querer justificá-los e, principalmente, insistir em encobri-los. A verdade já aflorou e os fatos continuam surgindo.

O Major Licio quando foi para a luta contava com mais de 10 anos de formação militar especializada em operações de selva, desde quando foi um dos pioneiros do Curso de Forças Especiais da Divisão de Pára-quedistas do Exército Brasileiro.

Este seu livro, além de se constituir num depoimento forte, objetivo e surpreendente, escrito por quem participou na linha de frente da luta no Araguaia, merece ser lido com atenção e, principalmente, muita meditação.

Tomei como prêmio o convite para prefaciá-lo, o que faço com muito orgulho.

Coronel Jarbas Gonçalves Passarinho – ex-Ministro, Senador, Governador.


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Este produto foi adicionado em nosso catálogo em sexta 09 maio, 2008.
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